Dario I, que reinou durante a escrita do livro de Exdras e parte do livro de Daniel, escritos na sua maioria em aramaico
Finalmente! Depois de 6 meses, consegui produzir mais uma aula de aramaico! Espero produzir outras com mais frequência, mas não posso prometer nada. Aliás, ainda precisamos voltar ao texto de Jonas, não?
É claro que vou tentar fazer os dois, mas aprendo cada dia mais e mais que sou apenas um reles mortal, muito aquém das minhas pretensões de grandeza… Sendo assim, comente abaixo: qual seria de maior utilidade para você nos próximos meses?
Tenho a bênção de ser pai de um casalzinho muito lindo: Joel, de dois anos e meio, e Laura, de 10 meses de idade. Ontem à noite estava brincando de pique-e-esconde com Joel e minha mãe, na casa dos meus pais. Estava conversando com meu pai, quando de repente ouvi a voz da minha mãe gritando de longe “Papai! Joel está escondendo! Vem nos encontrar!” Passei andando pelo jardim, chamando “Joee-eel! Cadê você?!” Ele, que escondia atrás do carro na garagem, respondeu “Estou aqui, Papai!” Nisso, minha mãe virou a ele, botou o dedo sobre a boca, e disse “Psiu! Psiu!” Eu continuei a chamá-lo, e de repente, ouvi uma nova resposta: “Estou aqui, Papai! Psiu! Psiu!”
Você já parou para pensar como uma montanha russa funciona? É difícil montar uma engenhoca que guia centenas de pessoas por dia por trilhas radicais que desafiam a morte sem resultar em acidentes. O carrinho de uma montanha russa não é motorizado, então todo o passeio tem que ser planejado com base na força g; isto é, na gravidade. Mas existem limites nesse jogo. Por exemplo, se o looping for fechado demais, a maioria dos passageiros sentirão náusea, mas se ele for aberto demais, o carrinho não terá a velocidade requerida para completar seu trajeto. E não é só isso. Várias coisas têm que funcionar do jeito certinho para o bom funcionamento de uma montanha russa: trilhos específicos, freios, a posição do eixo gravitacional dos passageiros em cada curva, cenário, etc. Cada elemento de uma montanha russa tem que ser organizado de forma específica para manter o funcionamento da mesma.
As montanhas russas Dragon Khan e Shambhala, na Espanha
A sintaxe é a combinação de regras e elementos para o bom funcionamento da montanha russa linguística. Cada linguagem tem uma sintaxe diferente, um conjunto de regras que explica como chegar do ponto A ao ponto B sem nenhuma colisão linguística.
Um bom tempo atrás ouvi uma piada que não me lembro (quando alguém começa assim, nota-se que essa pessoa é uma péssima contadora de piadas, não?). Mas o cerne da piada – deve ter sido piada de mineiro – se desenvolvia da seguinte maneira: uma pessoa perguntava à outra “Pó pô pó?” ao qual a outra respondia “Pó pô!” Como já estabeleci que sou um péssimo contador de piadas, e já que também nem contei toda a piada, vou quebrar a única regra inviolável ao se contar uma piada – vou explicá-la: “Pó pô pó?” nesse caso, é uma pergunta no português coloquial de algumas regiões no Brasil, que significa “Pode por o pó (café)?” ao qual a outra pessoa responde “Pode por”.
Quero fazer uma confissão: sou um nerd que gosta de Legos. Pronto. Falei. Legos eram a única coisa que pedia para presente de aniversário quando era criança e, pra ser sincero, ainda não consigo pensar num presente melhor… Mas também né, o que você esperava de um cara que gosta de hebraico??
“Danillo, o que esse jogo de criança tem a ver com a linguística?”
Que bom que você perguntou! Na verdade, se pararmos para pensar bem, existem muitas semelhanças entre o joguinho de crianças (Lego) e o joguinho que crianças, adolescentes, adultos e idosos todos jogam juntos: a linguagem.
Você se lembra quando disse no post sobre linguística, que uma das perguntas principais da mesma é “como uma língua codifica significado?” Bom, já estudamos fonemas, que são as “peças de lego” disponíveis na nossa caixa de brinquedos – nossa língua. Mas nenhuma dessas peças, por si só, consegue expressar significado.
Não sabemos o que essas peças têm em comum, como combinam, ou que imagem formam. Não obstante, são as peças disponíveis a nós – fonte para construir algo que tenha um significado. O fonema também é o que temos de disponível para construir nossa palavras, frases e discursos.
Fo-no-lo-gia. Pronuncie essa palavra. Como você soube traduzir esses rabiscos virtuais (letras) em uma conjunção de sons com sentido (fonemas)?
Todos nós já temos um conhecimento básico de pronúncia, principalmente na nossa própria língua! Porém, o estudo disciplinado e sistemático dos sons de uma linguagem e de como eles se organizam é chamado de fonologia.
Elis Regina canta sobre a Nega do Cabelo Duro: “nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia,” brincando com a ambiguidade entre os fonemas presentes em “pente que te penteia” e a percussão da canção. (Agora… falando sério… pra quem me conhece – já deixei meu cabelo crescer a esse ponto aí e não existe pente que penteie isso aí não!)
[Uma postagem rápida que tem pouco a ver com o hebraico]
Então pessoal, estarei em São Paulo do dia 20 a 24 de março para ensinar um curso modular no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper sobre análise do discurso. Infelizmente para a maioria dos leitores deste blog, o curso não focará na análise do discurso aplicada ao hebraico bíblico, mas ao grego. Se mesmo assim você tem interesse, veja a página de inscrição aqui.
Manuscrito Alexandrino de Filipenses. O módulo usará o texto de Filipenses como base para a prática da análise do discurso.
Já falamos um pouco sobre a análise do discurso, mas quero voltar a um assunto mais básico: o uso da linguística, o estudo sistematizado de línguas, para a melhor compreensão do hebraico bíblico.
Gn. 11.1: Toda a terra tinha uma língua e um vocabulário. At. 2.4: E todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que proferissem. [minhas traduções]No passado, o estudo do hebraico era mais caracterizado pela filologia, o estudo da história de uma língua (por exemplo: – De onde surgiu o verbo “ser” em hebraico, היה?, ou – Por que vemos algumas palavras segoladas revertendo a outras vogais no plural?). Hoje em dia, o estudo da língua está mais voltado para compreendê-la por si mesma, mais no seu contexto sistêmico do que no seu contexto histórico, o que acaba sendo muito útil para nós estudantes da Bíblia! Lembre-se que esse tipo de estudo, um estudo sincrônico, foi introduzido nos círculos acadêmicos pelo bigodudo Ferdinand de Saussure (veja o post sobre a análise do discurso). E é esse tipo de estudo que chamamos de linguística moderna. Tanto a filologia (ou linguística comparativa) quanto a linguística moderna podem ser úteis, mas usaremos mais a linguística moderna nos posts a seguir. Continuar lendo “O Hebraico Bíblico e a Linguística”→
A blogoesfera cristã em inglês está explodindo com as novas desta semana passada: Dr. Randall Price, um arqueólogo e professor do AT, encontrou uma nova caverna de Qumrã. Assim, decidi compartilhar as novas em português também!
Escrevi uma resenha há um tempo atrás do BibleWorks 10. Ela foi disponibilizada na internet recentemente. Baixe a resenha aqui. Basicamente, se você tem interesse nas linguagens originais da Bíblia e está procurando um software bíblico, recomendo o BibleWorks 10. Ele é um ótimo programa que uso semanalmente, se não diariamente!