Pérolas do hebraico: “endividados” em 1 Sm 22.2

É difícil produzir conteúdo consistente e bom. Portanto, vou tentar uma coisa nova com um tipo de post que vou chamar de “pérolas do hebraico”. Essas serão notas curtas sobre uma coisa que notei aqui ou ali quando estava preparando um estudo, um sermão, ou uma aula. A ideia desses posts é de mostrar como o estudo do hebraico afeta nossa leitura e interpretação da Bíblia, e espero que sejam encorajadores para quem é aluno de hebraico!

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Hebraico para Iniciantes: Orações “sem verbo”

Sei que não tenho escrito muito ultimamente… A vida é bela, mas o tempo é escasso. Portanto, como:

  1. os posts que coloco na categoria “Gramática em Foco” são mais avançados,
  2. não tenho, atualmente, muito tempo para gastar escrevendo posts mais avançados,
  3. eu sei que a maioria da minha audiência ainda é novata nos seus estudos de hebraico,

decidi criar uma nova série de posts mais simples sobre algumas partes da língua hebraica que todo iniciante precisa saber. Veja bem! Não vou escrever um post simples no sentido em que ninguém mais poderá se beneficiar dele, mas vou escrever algo mais aprofundado sobre um elemento que você talvez estudou (ou está estudando) no seu primeiro ano de hebraico que pode ser um tanto confuso ainda. Em outras palavras, isso aqui não será uma aula de hebraico! Mas espero esclarecer essas partes fundamentais da língua hebraica por aqui e talvez ajudar alguns seminaristas, pastores, e demais alunos da língua hebraica.

Hoje, o tópico da vez é a oração “sem verbo”, uma das partes mais básicas e abundantes da língua hebraica.

Veja alguns exemplos abaixo:

Note que, em minhas traduções acima, forneço o verbo “ser” ou “estar” para cada exemplo, mas ele não está presente no texto hebraico em si. Como assim? Por que isso acontece? Vamos dar uma olhada nessa parte da gramática hebraica?

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Análise do Discurso em Filipenses

[AVISO: esse post não tem nada a ver com o hebraico]

Em agosto, eu vou dar um módulo sobre Análise do Discurso no MDiv/STM do Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper. Segue abaixo um videozinho curto que fiz para dar mais informações sobre o curso.

Para mais informações, veja os links abaixo:

Se você tiver interesse e gostaria de fazer o curso comigo, dê uma olhada no calendário aqui e faça sua inscrição!

Gramática em foco: contrastes de בִּנְיָנִים em 2 Cr 20.20 e Is 7.9

E aí? O que você chama essa raíz aí embaixo? Macaxeira? Aipim? Mandioca? E esses são só os nomes brasileiros! Em certos lugares da América do Sul chamam de yuca. Já em países de fala inglesa, chamam de cassava. Palavras são importantes, mas às vezes encontramos vários nomes diferentes para a mesma coisa, e é necessário saber sobre o que estamos falando…

Quer saber o que a mandioca, Optimus Prime, e o hebraico tem a ver um com o outro? Leia abaixo!
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Novas e Novidades!

Olá a todos!

O fim de uma era…

Nos últimos anos minha presença aqui no Isso é Hebraico tem sido bastante esporádica. Existem várias razões para isso. Uma delas é que, de 2017 até agora, tenho focalizado bastante na escrita da minha tese de doutorado. Graças a Deus, finalmente terminei a escrita dessa tese (falta ainda a defesa em abril!), entitulada “Ministers of Christ Jesus: A Cognitive Account of Priestly Language in Paul” (Ministros de Cristo Jesus: Uma Descrição Cognitiva de Linguagem Sacerdotal em Paulo). Em suma, eu proponho que Paulo se refere a si mesmo e ao crente como sacerdotes, mesmo que não de forma tão explícita como Pedro (1 Pe 2.9), João (Ap 1.6, 5.6, 20.6) ou até mesmo o autor de Hebreus (Hb 13.15-16), e defendo isso através da examinação de textos chaves em Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, e Filipenses. Espero compartilhar o texto no academia.edu após minha defesa.

Aula de hebraico online!

Outra novidade por aqui é que ensinarei uma nova turma de hebraico no CLAJ do Andrew Jumper. Se você quiser estudar hebraico comigo pela internet, começaremos dia 23 de fevereiro! Não sou muito de fazer propaganda das coisas, mas gosto de das as informações certinhas… então lá vai:

  • O que você ensinará?
    • No passado, criei várias vídeo-aulas, as quais você pode encontrar aqui no site. Essas aulas começam com o alfabeto hebraico e levam o aluno até o mais obscuro verbo fraco da língua. Além destas vídeo-aulas, eu havia criado também alguns exercícios e testes. A maior parte do material didático desse curso se encontra aqui no Isso é Hebraico. O curso do CLAJ tinha testes e acesso ao professor, além de um calendário para ajudar o aluno a progredir de forma sistemática.
    • Ao longo dos anos, fiquei convencido de que a forma que eu ensinava antes, embora funcione e seja útil, não é o melhor método de se aprender o hebraico. Continuo em busca de um método pedagógico que maximize o aprendizado e retenção do material aprendido, mas creio que já estou pronto para ensinar de outra forma que, embora não seja a melhor forma, é melhor do que o que eu fazia antes.
    • Portanto, esse ano vou ensinar hebraico a partir da gramática de Bryan Rocine. Se você tiver interesse (espero que, com base nos meus posts acerca da gramática [1, 2, 3, 4, 5], você tenha!), venha estudar conosco!
  • Como funciona o calendário do curso?
    • O curso leva 1 ano, no qual faremos 4 módulos (Hebraico 1, 2, 3, e 4), cada um levando 2 meses.
    • Para datas exatas, clique aqui.
  • Quanto custa?
    • Clique aqui para ver valores do curso.
    • OBS: Não se assuste com os preços no início da página! Desça até a parte que diz “Cursos a Distância: Teologia e Línguas Bíblicas (2021)”.
  • Como faço a matrícula?
  • Para maiores informações, clique aqui ou entre em contato comigo.

Novos posts e vídeos

Não tenho nada de novo para apresentar hoje mas, com o tempo que agora tenho para dedicar a outros projetos e com as novas aulas no CLAJ, pretendo aumentar minha presença aqui no blog de novo. Então…

Entrevista com Pr. Marcos Rogério

Creio que já faz um tempo que fiz uma entrevista. A última, feita com meu irmão, foi no início de 2019. Então já precisávamos entrevistar outros, não é? Hoje temos uma entrevista com o Pr. Marcos Rogério, que é um professor no IBAA, em Cuiabá. Para um pouco da nossa história: nós nos conhecemos na Igreja Presbiteriana do Bairro Campo Belo, na qual Marcos trabalhou como seminarista sob a supervisão do meu pai, Pr. Valdeci da Silva Santos, e nos tornamos amigos durante nossos estudos em seminários diferentes. Tenho grande respeito pelo Marcos e sua dedicação aos estudos teológicos. Leia abaixo sobre as experiências dele com as línguas bíblicas!

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Atualização: Resenha de Rocine

Bom, depois das minhas resenhas sobre a gramática de Rocine (veja a primeira aqui), decidi usá-la com meus alunos esse ano no IBEL. É claro que tivemos contra-tempos, como creio que toda instituição de ensino tem esses dias, mas conseguimos terminar o primeiro semestre.

Aqui está o remanescente dos alunos (tínhamos outros dois que não puderam comparecer no dia da foto). Não sei se a felicidade deles aqui registrada se deve ao aprendizado da língua ou à conclusão do semestre, mas imagino que a primeira opção está correta.

Segue abaixo então: 1) um resumo das aulas e da nossa experiência, 2) o bom, 3) o ruim, 4) o feio e 5) uma reavaliação da gramática de Rocine?

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Como usar o hebraico para preparar um sermão, parte 2

Faz muito tempo que eu não escrevo nessa série! Se quiser refrescar sua memória da parte 1 desse post, clique aqui.

Então vamos lá! Vamos continuar dando dicas de como você pode usar seu conhecimento do hebraico para preparar um sermão.

Já me deparei muitas vezes com o “horror do papel branco” ao preparar um sermão. Espero que essas postagens te ajudem a superá-lo!
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