Atualização: Resenha de Rocine

Bom, depois das minhas resenhas sobre a gramática de Rocine (veja a primeira aqui), decidi usá-la com meus alunos esse ano no IBEL. É claro que tivemos contra-tempos, como creio que toda instituição de ensino tem esses dias, mas conseguimos terminar o primeiro semestre.

Aqui está o remanescente dos alunos (tínhamos outros dois que não puderam comparecer no dia da foto). Não sei se a felicidade deles aqui registrada se deve ao aprendizado da língua ou à conclusão do semestre, mas imagino que a primeira opção está correta.

Segue abaixo então: 1) um resumo das aulas e da nossa experiência, 2) o bom, 3) o ruim, 4) o feio e 5) uma reavaliação da gramática de Rocine?

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Como usar o hebraico para preparar um sermão, parte 2

Faz muito tempo que eu não escrevo nessa série! Se quiser refrescar sua memória da parte 1 desse post, clique aqui.

Então vamos lá! Vamos continuar dando dicas de como você pode usar seu conhecimento do hebraico para preparar um sermão.

Já me deparei muitas vezes com o “horror do papel branco” ao preparar um sermão. Espero que essas postagens te ajudem a superá-lo!
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Resenha: Hebraico Bíblico, parte 4 (ou, como ninguém é perfeito)

*Nota: copiei abaixo algumas coisas que já coloquei na minha resenha um pouco mais formal para a Fides Reformata.

https://www.jrailpass.com/blog/wp-content/uploads/2017/01/cherry-blossom-e1485856509786-1280x720.jpg
“A flor perfeita é uma coisa rara. É possível gastar toda a vida procurando-a e não seria uma vida desperdiçada.” – Katsumoto Morisugu, em O Último Samurai
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Resenha: Hebraico Bíblico, parte 3 (נִלְמַד עִבְרִית)

*Nota: algumas partes da resenha abaixo foram copiadas de uma resenha que escrevi para a Fides Reformata.

https://estudaringlesnoexterior.com/wp-content/uploads/2017/03/Melhores-escolas-de-ingl%C3%AAs-no-Brasil.jpg

Hoje em dia, um dos tipos de cursos de inglês mais procurados é o curso de inglês conversacional. A razão disso é que esses cursos preparam o aluno não só para conhecer como o inglês funciona em termos da sua gramática, mas a aprender esse funcionamento na pele, isso é, na prática. Ao aprender inglês na prática, não é só a pronúncia do aluno que melhora, mas sua capacidade de pensar em inglês, sua capacidade de conhecer as escolhas significativas que são possíveis a ele e a seus interlocutores. Ao fazer algumas aulas desse tipo, esse aluno passa de ser um mero observador da língua inglesa e passa a ser um estudante imerso e participador do inglês.

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Resenha: Hebraico Bíblico, parte 2 (ou, como vestir roupas adequadas à ocasião)

*Nota: para ninguém dizer que me plagiei (isso existe mesmo!), quero deixar claro que copiei algumas coisas que já coloquei na minha resenha um pouco mais formal para a Fides Reformata.

Alguns dos meus leitores se lembrarão desta cena de Debi e Loide:

https://i.ytimg.com/vi/ZJ4Va3sofAk/maxresdefault.jpg
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Resenha: Hebraico Bíblico, parte 1 (ou, como descobri que ainda não tínhamos inventado a roda…)

*Nota: para não reinventar a roda, copiei algumas coisas que já coloquei numa resenha um pouco mais formal que enviarei para a Fides Reformata. Mas essa resenha aqui no blog foi bem mais divertida de se escrever!

Algumas pessoas às vezes me perguntam, “Danillo, gostei das suas vídeo-aulas. Quando você vai publicar sua gramática de hebraico?”

Não é por preguiça, mas por desânimo, que não quero publicar mais uma gramática de hebraico. Não tenho muito interesse na multiplicação de gramáticas de línguas bíblicas. Em geral, minha resposta tem sido, “Pra quê? A roda já foi inventada e já existem várias gramáticas boas de hebraico em português, algumas delas traduzidas e outras até mesmo escritas por brasileiros. Não vejo necessidade de reinventar a roda. Mesmo que eu tenha algumas diferenças com essas gramáticas, é só usar a roda já inventada de uma forma um pouco mais eficiente. Não acho necessário escrever uma gramática nova.”

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Os tradutores erraram? ראה em Gênesis 22.8 e 14

Tradução é um trabalho difícil. No processo de tradução, é necessário ter duas estruturas linguísticas ativadas ao mesmo tempo em sua mente – a estrutura da língua-fonte e a estrutura da língua-alvo. Além do mais, nesse processo, os melhores tradutores conseguirão traduzir não somente vocábulos sinônimos da língua-fonte, mas conseguirão transmitir também as nuances da pessoa que está falando. Por exemplo, qual é a melhor tradução de “what’s up” em inglês para o português? Seria “tudo bem”? “fala mano”? “oi”? Claro que nunca “o que está para cima?”! No caso, as primeiras poderiam ser traduções viáveis, mas nem todas transmitem a nuance correta do seu contexto. É por isso que léxicos, dicionários bilíngues, ou softwares nunca serão capazes de fazer uma tradução “perfeita”. É por isso também que nós buscamos aprender o hebraico bíblico; isso é, para compreender algumas pequenas nuances que poderão passar desapercebidas apenas ao ler uma tradução ou Bíblia interlinear.

Quero falar hoje sobre um texto que apresenta certas dificuldades na sua tradução e explicar 1) porque os tradutores das nossas bíblias em português tomaram as decisões que tomaram e 2) como o conhecimento da língua-fonte do texto bíblico (no caso de hoje, o hebraico) pode aprofundar nossa apreciação de certas palavras em Gênesis 22.

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De volta à terra dos vivos… e um pequeno estudo da palavra פֶּרֶשׁ

ELE ESTÁ VIVO!”
Frankenstein (1931)

Oi Pessoal!
Voltei à vida do blog! Sumi da internet por alguns meses por causa de várias coisas. Fizemos uma mudança internacional, minha filha teve um problema sério de saúde (graças a Deus ela está bem agora, mas ainda precisa de acompanhamento médico regular), começei um emprego novo (na verdade, três!), e, além de vários outros compromissos, resta-me ainda escrever um último capítulo para minha tese de doutorado. Portanto, espero que compreendam a queda em produção (ou ausência da mesma) nesses últimos meses!

Enfim… era só isso mesmo que eu queria dizer. Mas para não te deixar sem nenhum gostinho de “hebraico”, vai aqui um pedacinho de conhecimento hebraico com o qual me deparei alguns dias atrás…

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