Vocabulário: afinal das contas, como aprendo esse treco?! (8 dicas para aprender e reter vocabulário)

Acho que o título já explica o tema do nosso post hoje, não é? O aprendizado de outra língua depende quase que unicamente do nosso aprendizado e principalmente nossa retenção de novas palavras na mesma. Em outras palavras, não importa quão bem uma pessoa domina a gramática da língua se ela não consegue aplicar essa gramática a várias situações (frases, parágrafos, e demais textos).

Gingko Biloba – aparentemente, a planta pode ajudar a retenção da memória. Porém, não creio que existe comprovação científica para sustentar essa afirmação. Certamente uma das minhas 8 dicas não será “tome gingko biloba”!

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Qual é o nome de Deus? (Parte 2b)

Você já imaginou como seria falar com Deus face a face? Creio que todos já pensamos nisso ao menos uma vez na vida, não? Quando leio textos como Êxodo 3, tento me colocar no lugar de Moisés, ali, diante de Deus, ouvindo sua voz, sentindo fisicamente sua santidade e, pela primeira vez na história da humanidade, ouvindo o nome de Deus!

Grande parte dos meus esforços exegéticos são para me aproximar mais a Deus através de sua palavra, a chegar o mais próximo o possível de conhecê-lo. Espero que o post de hoje possa te ajudar a fazer o mesmo!

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Foto do Monte Sinai

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A História do Hebraico Bíblico: como o hebraico revolucionou a história da escrita

Você já leu Os Lusíadas? Eu mesmo não sei se li toda a epopeia, mas me lembro de ler um pouco da obra quando estava no ensino médio e de me perguntar, “isso é português?!” Veja só duas estrofes da segunda edição do texto de 1572 na foto abaixo:

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Os Lusíadas, primeira edição de 1572, que pode ser acessada aqui.

É claro que grande parte da dificuldade de se compreender o texto é porque ele foi escrito em uma forma poética, seguindo certo esquema de métrica e rima, etc. Contudo, a dificuldade de se compreender esse texto não é somente de gênero literário, mas também linguístico – o português de 1572 não é o mesmo de 2017. A escrita é diferente (por exemplo, não escrevemos “uma” mais como “hũa”), a gramática também foi alterada em certos aspectos, e até certos vocábulos foram adicionados e outros removidos do “banco de dados” do português. E isso em pouco menos de 450 anos de história da língua.

Imagina então a dificuldade de compreender e explicar a história de uma língua que possui, no mínimo, 3000 anos! Pois é isso mesmo que tentarei fazer neste e nos próximos posts sobre a história do hebraico bíblico. Vamos lá?

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Isso é Exegese!

Você tem dúvidas sobre o uso das linguagens bíblicas, como traduzir algum texto difícil ou como melhor pregar um texto? Gostaria de compartilhar com outros uma ideia legal que você encontrou ao estudar as Escrituras?

Eu e o prof. João Paulo decidimos criar um fórum público para conversar sobre as linguagens bíblicas e sua aplicação na interpretação da Bíblia: Isso é Exegese. Una-se a nós e contribua suas perguntas, dúvidas, ideias e ensinamentos. Esperamos que esse grupo possa ser útil ao estudo e aprofundamento mútuo das palavra de Deus!

Aliás, nosso grupo é baseado num grupo que já existe em inglês, Nerdy Language Majors, criado para o mesmo propósito por alunos da faculdade onde estudei grego e hebraico (The Master’s University). Se você souber inglês, vale a pena dar as caras por lá também!

 

 

Qual é o nome de Deus? (Parte 2a)

Talvez quando você aprendeu sobre o verbo imperfeito em hebraico, teu professor te disse, “Em geral, traduza o verbo imperfeito como um verbo futuro”. Aliás, muitas gramáticas chamam o imperfeito de “futuro”. Realmente, a grande maioria dos verbos imperfeitos em hebraico são verbos que expressam uma noção de tempo futuro, embora seja possível que expresse também um tempo presente ou passado. No entanto, independentemente do tempo do imperfeito, ele normalmente expressará um aspecto … bom, imperfeito. Isso quer dizer que o verbo imperfeito expressará uma ação que é incompleta. Em português, por exemplo, temos as conjugações “pretérito perfeito” e “pretérito imperfeito”,  não é? Veja só abaixo:

  • Pretérito perfeito: “Naquele dia, fomos à praia pela primeira vez.”
  • Pretérito imperfeito: “Naqueles dias, íamos à praia todos os dias.”

Da mesma forma, o verbo imperfeito em hebraico geralmente expressa uma ação contínua, não uma ação determinada.

O que acontece então, quando nossas bíblias traduzem Êxodo 3.14 das maneiras que vemos abaixo?

‎ וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים אֶל־מֹשֶׁה אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה וַיֹּאמֶר כֹּה תֹאמַר לִבְנֵי יִשְׂרָאֵל אֶהְיֶה שְׁלָחַנִי אֲלֵיכֶם׃

  • E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. (Almeida Revista e Corrigida)
  • Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. (Almeida Revista e Atualizada)
  • Deus disse: Eu Sou Quem Sou. E disse ainda: — Você dirá o seguinte: “Eu Sou me enviou a vocês”. (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

  • Então afirmou Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. E deveis dizer aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros!” (King James Atualizada)
  • Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”. (Nova Versão Internacional)

  • Deus disse então a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE É. E dirás também aos israelitas: “AQUELE QUE É foi quem me enviou a vocês.” (A Bíblia para Todos)

Note que nenhuma das traduções existentes em portugês traduzem o hebraico como “Serei quem Serei”. Por quê?

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Êxodo 3.14 no Codex Leningradensis

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Como enriqueço meu conhecimento de hebraico?

Você acha que é fácil enriquecer? Tio Patinhas te diga o contrário! Ele começou com apenas uma moeda de 10 centavos, e se tornou um magnata quaquilhonário às duras penas (literalmente)! Dizem que ele imigrou da Escócia para buscar sua fortuna nos Estados Unidos minando ouro, ralando para encontrar ovos dourados, lutando contra os Irmãos Metralha, viajando o mundo à procura de várias novas riquezas, etc.

TioPatinhas

 

Como Tio Patinhas, é necessário ter certa avareza pelo conhecimento da língua hebraica para se sentir confortável a ponto de poder mergulhar de cara na mesma! Mas quais são algumas dicas para enriquecer nosso conhecimento de hebraico?

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Apresentando: Sefaria

Acabei de encontrar um recurso muito legal! Dê uma olhada:

Sefaria

Sefaria é um website em inglês e hebraico moderno que digitaliza, agrega e disponibiliza vários textos hebraicos, como o AT (Tanakh), Mishnah, Talmud, Midrash, Halakah, etc. O site foi criado em 2011 por judeus para preservar e disponibilizar seu patrimônio cultural de graça ao público.

O legal é que, mesmo sem ter um software bíblico, você pode fazer buscas por palavras ou frases específicas em todos esses textos, o que faz o site ainda mais útil. Não creio que seja possível fazer buscas morfológicas ou semânticas, mas mesmo assim é útil ver os comentários rabínicos, entre outras fontes de interpretação bíblica de fontes judaicas.

Sefaria

PS: Também criei mais um vídeo de Aramaico hoje, que cobre um pouco de vocabulário básico na língua. Clique aqui para assisti-lo!

Qual é o nome de Deus? (Parte 1)

Meus amigos e minha família sabem que tenho um gosto para música um tanto quanto… peculiar. Para os propósitos deste post, uma música em particular me vem à mente – Ya Hey, do álbum Modern Vampires of the City (em minha defesa, esse álbum ganhou um Grammy em 2014!). A canção e na verdade todo o álbum diz respeito às dúvidas em se acreditar em Deus. O tom da música é agnóstico com tendências ateístas, mas mesmo assim, o cantor toma os “devidos cuidados”, como se dissesse, “se Deus existe mesmo, não quero que ele me castigue por minha blasfêmia”. Um exemplo disso é que ele toma cuidado em dizer “Ya Hey” em vez de dizer “Yahweh”, que seria uma pronúncia do nome de Deus e possivelmente uma quebra do terceiro mandamento.

ModernVampiresoftheCity
Fotografia da poluição em Nova Iorque em 1966 que foi utilizada para a capa do álbum Modern Vampires of the City

Mas afinal de contas, de onde vem essa pronúncia – “Yahweh” – e por que não vemos esse nome de Deus nas nossas bíblias?

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Pratique o Hebraico como um Mestre Violinista

Antes de começar, quero esclarecer algumas coisas:

  1. O post a seguir foi traduzido, com permissão, do Blog Acadêmico do Logos, escrito por Tavis Bohlinger. Esse blog tem em mente acadêmicos e alunos de PhD, então não se espante quando ele diz que gastava 4 horas por dia somente estudando o grego! Mesmo gastando 10 minutos diários, como ele descreve abaixo, você poderá render grandes resultados.
  2. O post a seguir foi escrito com foco no grego, mas podemos aplicá-lo também ao hebraico. Se você tiver alguma pergunta sobre como aproveitar esse método (de prática deliberada) ao hebraico, escreva um comentário abaixo, e discutiremos várias opções de estudo.
  3. Não tem nada a ver com nosso texto aqui, mas já produzi mais um vídeo de aramaico! Fique atento para mais vídeos antes do final do mês.

Segue o post traduzido:

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