Referência a Participantes (parte 1)

AVISO: nosso post hoje será bem mais especializado e acadêmico (leia-se chato!). A razão disso é que estou trabalhando com a interpretação de Isaías 66.18-21 para parte da minha tese, e decidi publicar uma postagem sobre esse texto. Falhei esse alvo (terei que escrever a parte 2 do post outro dia), mas espero que esse post sirva como uma boa introdução à referência a participantes. Como sempre, comentem abaixo ou no nosso fórum no Facebook se você tiver perguntas ou críticas!

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O Hebraico Bíblico e a Pragmática

Tenho a bênção de ser pai de um casalzinho muito lindo: Joel, de dois anos e meio, e Laura, de 10 meses de idade. Ontem à noite estava brincando de pique-e-esconde com Joel e minha mãe, na casa dos meus pais. Estava conversando com meu pai, quando de repente ouvi a voz da minha mãe gritando de longe “Papai! Joel está escondendo! Vem nos encontrar!” Passei andando pelo jardim, chamando “Joee-eel! Cadê você?!” Ele, que escondia atrás do carro na garagem, respondeu “Estou aqui, Papai!” Nisso, minha mãe virou a ele, botou o dedo sobre a boca, e disse “Psiu! Psiu!” Eu continuei a chamá-lo, e de repente, ouvi uma nova resposta: “Estou aqui, Papai! Psiu! Psiu!”

Psiu!

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O Hebraico Bíblico e a Sintaxe

Você já parou para pensar como uma montanha russa funciona? É difícil montar uma engenhoca que guia centenas de pessoas por dia por trilhas radicais que desafiam a morte sem resultar em acidentes. O carrinho de uma montanha russa não é motorizado, então todo o passeio tem que ser planejado com base na força g; isto é, na gravidade. Mas existem limites nesse jogo. Por exemplo, se o looping for fechado demais, a maioria dos passageiros sentirão náusea, mas se ele for aberto demais, o carrinho não terá a velocidade requerida para completar seu trajeto. E não é só isso. Várias coisas têm que funcionar do jeito certinho para o bom funcionamento de uma montanha russa: trilhos específicos, freios, a posição do eixo gravitacional dos passageiros em cada curva, cenário, etc. Cada elemento de uma montanha russa tem que ser organizado de forma específica para manter o funcionamento da mesma.

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As montanhas russas Dragon Khan e Shambhala, na Espanha

A sintaxe é a combinação de regras e elementos para o bom funcionamento da montanha russa linguística. Cada linguagem tem uma sintaxe diferente, um conjunto de regras que explica como chegar do ponto A ao ponto B sem nenhuma colisão linguística.

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O Hebraico Bíblico e a Semântica

Um bom tempo atrás ouvi uma piada que não me lembro (quando alguém começa assim, nota-se que essa pessoa é uma péssima contadora de piadas, não?). Mas o cerne da piada – deve ter sido piada de mineiro – se desenvolvia da seguinte maneira: uma pessoa perguntava à outra “Pó pô pó?” ao qual a outra respondia “Pó pô!” Como já estabeleci que sou um péssimo contador de piadas, e já que também nem contei toda a piada, vou quebrar a única regra inviolável ao se contar uma piada – vou explicá-la: “Pó pô pó?” nesse caso, é uma pergunta no português coloquial de algumas regiões no Brasil, que significa “Pode por o pó (café)?” ao qual a outra pessoa responde “Pode por”.

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Aula sobre Análise do Discurso!

[Uma postagem rápida que tem pouco a ver com o hebraico]

Então pessoal, estarei em São Paulo do dia 20 a 24 de março para ensinar um curso modular no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper sobre análise do discurso. Infelizmente para a maioria dos leitores deste blog, o curso não focará na análise do discurso aplicada ao hebraico bíblico, mas ao grego. Se mesmo assim você tem interesse, veja a página de inscrição aqui.

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Manuscrito Alexandrino de Filipenses. O módulo usará o texto de Filipenses como base para a prática da análise do discurso.

[Pronto! Agora, de volta ao hebraico!]

Análise do Discurso: O que é?

O título é um pouco enganador. Não vou falar sobre a área de análise de discurso como é conhecida nos ramos acadêmicos brasileiros. No nosso país, adotamos um sistema de análise francês direcionado, em grande medida, a estudos relacionados à mídia e suas ideologias (sócio-políticas, religiosas, filosóficas, científicas, etc.). Já no mundo dos estudos bíblicos, a análise do discurso está voltada, é claro, para o texto da Bíblia. Assim, a análise do discurso que nos interessa é mais informada pela linguística e hermenêutica do que pela filosofia.

Poderíamos falar de vários linguistas bíblicos antes de 1916 (os mais importantes ou mais influentes linguistas do hebraico antes da fase moderna incluem os Massoretas, Orígenes, e Jerônimo), mas a cena linguística mudou completamente com Ferdinand de Saussure e seu Curso de Linguística Geral. Saussure, na verdade, morreu em 1913, mas o curso que ensinou (apenas 3 vezes!) na Universidade de Genebra foi publicado através de uma restauração e compilação das notas de seus alunos em 1916.

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Ferdinand de Saussure

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