A História do Hebraico Bíblico: como o hebraico revolucionou a história da escrita

Você já leu Os Lusíadas? Eu mesmo não sei se li toda a epopeia, mas me lembro de ler um pouco da obra quando estava no ensino médio e de me perguntar, “isso é português?!” Veja só duas estrofes da segunda edição do texto de 1572 na foto abaixo:

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Os Lusíadas, primeira edição de 1572, que pode ser acessada aqui.

É claro que grande parte da dificuldade de se compreender o texto é porque ele foi escrito em uma forma poética, seguindo certo esquema de métrica e rima, etc. Contudo, a dificuldade de se compreender esse texto não é somente de gênero literário, mas também linguístico – o português de 1572 não é o mesmo de 2017. A escrita é diferente (por exemplo, não escrevemos “uma” mais como “hũa”), a gramática também foi alterada em certos aspectos, e até certos vocábulos foram adicionados e outros removidos do “banco de dados” do português. E isso em pouco menos de 450 anos de história da língua.

Imagina então a dificuldade de compreender e explicar a história de uma língua que possui, no mínimo, 3000 anos! Pois é isso mesmo que tentarei fazer neste e nos próximos posts sobre a história do hebraico bíblico. Vamos lá?

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Isso é Exegese!

Você tem dúvidas sobre o uso das linguagens bíblicas, como traduzir algum texto difícil ou como melhor pregar um texto? Gostaria de compartilhar com outros uma ideia legal que você encontrou ao estudar as Escrituras?

Eu e o prof. João Paulo decidimos criar um fórum público para conversar sobre as linguagens bíblicas e sua aplicação na interpretação da Bíblia: Isso é Exegese. Una-se a nós e contribua suas perguntas, dúvidas, ideias e ensinamentos. Esperamos que esse grupo possa ser útil ao estudo e aprofundamento mútuo das palavra de Deus!

Aliás, nosso grupo é baseado num grupo que já existe em inglês, Nerdy Language Majors, criado para o mesmo propósito por alunos da faculdade onde estudei grego e hebraico (The Master’s University). Se você souber inglês, vale a pena dar as caras por lá também!

 

 

Como enriqueço meu conhecimento de hebraico?

Você acha que é fácil enriquecer? Tio Patinhas te diga o contrário! Ele começou com apenas uma moeda de 10 centavos, e se tornou um magnata quaquilhonário às duras penas (literalmente)! Dizem que ele imigrou da Escócia para buscar sua fortuna nos Estados Unidos minando ouro, ralando para encontrar ovos dourados, lutando contra os Irmãos Metralha, viajando o mundo à procura de várias novas riquezas, etc.

TioPatinhas

 

Como Tio Patinhas, é necessário ter certa avareza pelo conhecimento da língua hebraica para se sentir confortável a ponto de poder mergulhar de cara na mesma! Mas quais são algumas dicas para enriquecer nosso conhecimento de hebraico?

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Pratique o Hebraico como um Mestre Violinista

Antes de começar, quero esclarecer algumas coisas:

  1. O post a seguir foi traduzido, com permissão, do Blog Acadêmico do Logos, escrito por Tavis Bohlinger. Esse blog tem em mente acadêmicos e alunos de PhD, então não se espante quando ele diz que gastava 4 horas por dia somente estudando o grego! Mesmo gastando 10 minutos diários, como ele descreve abaixo, você poderá render grandes resultados.
  2. O post a seguir foi escrito com foco no grego, mas podemos aplicá-lo também ao hebraico. Se você tiver alguma pergunta sobre como aproveitar esse método (de prática deliberada) ao hebraico, escreva um comentário abaixo, e discutiremos várias opções de estudo.
  3. Não tem nada a ver com nosso texto aqui, mas já produzi mais um vídeo de aramaico! Fique atento para mais vídeos antes do final do mês.

Segue o post traduzido:

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