Anúncio: Aula de Hebraico

Oi Pessoal,

Como vocês já devem saber, as vídeo-aulas aqui do Isso é Hebraico deram origem ao curso de hebraico do Centro de Línguas Bíblicas (CLAJ) do CPAJ. Embora eu ofereça o conteúdo audio-visual completo desse curso de hebraico aqui na página do Isso é Hebraico, isso não quer dizer que vocês têm acesso ao curso completo. Eu reservo os exercícios, testes e a maior parte da minha interação para os alunos do curso de Hebraico do CLAJ. Isso é porque os vídeos que disponibilizo aqui visam mais ajudar quem quer revisar seu hebraico do que quem quer aprender a língua.

Assim, se você quiser aprender hebraico, como digo em vários outros posts (veja aqui, aqui e aqui), é necessário muita prática! Existem outros bons cursos, tanto presenciais quanto à distância. Mas se você tiver interesse em acompanhar o nosso curso completo, com todos os exercícios, testes e outros recursos, o Hebraico 1 do CPAJ começará dia 26 de fevereiro. Para maiores informações sobre a matrícula, visite a página do curso aqui.


Para ter um “gostinho” do curso, veja abaixo o vídeo inicial sobre o funcionamento do mesmo:

Entrevista com Jader Santos

Feliz 2019! Sei que estive meio ausente no final do ano passado, mas espero postar com mais frequência agora que já terminei a maior parte do meu trabalho na minha dissertação… então vamos lá!

Nosso post dessa vez fugirá um pouco do âmbito costumeiro de posts aqui no Isso é Hebraico, mas continua focado no aprendizado do hebraico. Hoje farei uma entrevista com meu irmão, Jader Santos, que acaba de concluir seu primeiro semestre de estudos no seminário. Mas existe uma coisa interessante aqui: ele estudou e aprendeu o hebraico bíblico em apenas 8 semanas. Quer saber como? Leia a entrevista abaixo!

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Como aumento minha fluência em hebraico?

Você se lembra dos desenhos que fazia quando era criança? Era sempre difícil fazer aquela linha reta, ou aquele círculo perfeito, não é? Talvez alguns de vocês hoje digam, “ainda é, Danillo!” Bom, eu acho muito interessante ver os desenhos dos meus filhos e tentar lembrar como era desenhar quando eu era criança.

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O “menino” que meu filho desenhou com giz

É sempre bom ver o quanto já crescemos, não é? Não engatinhamos mais, conseguimos falar direito, desenhar direito (pelo menos alguns de nós!), escrever (mais ou menos) direito, etc. O problema é que muitas vezes esquecemos que, ao aprender uma língua, precisamos passar pelo mesmo processo. Assim, esquecemos que, para alcançar fluência na nossa leitura de hebraico bíblico, são necessários anos de prática e uso da língua. Esse esquecimento leva à frustração por ter aprendido o alfabeto mas não conseguir ler tudo. Outras vezes, ficamos frustrados por terminar o primeiro ano e aprender toda a gramática da língua e não conseguir abrir nossas bíblias hebraicas em qualquer lugar e entender o que está escrito ali.

A pergunta do post de hoje é: como alcanço maior fluência em hebraico? Como avanço daqueles rabiscos de criança a um desenho bem formado, ou pelo menos com todos os membros no lugar certo?

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Novo Vídeo de Hebraico: Aplicação do Coortativo

Algum tempo atrás, recebi um e-mail de um leitor pedindo mais vídeos como a pequena aplicação do alfabeto hebraico que fiz logo na primeira unidade. Achei uma ótima ideia, e tentarei criar um vídeo assim por unidade. Decidi fazer os vídeos para acompanhar o estudo dos alunos do curso de hebraico bíblico do Mackenzie. Assim, não começarei na Unidade 2, mas na Unidade 13, e mais tarde voltarei às unidades anteriores.

O vídeo abaixo foi criado basicamente para mostrar a relevância de se aprender e compreender os volitivos (especialmente o coortativo) por si sós, quero dizer em hebraico, e não em função de uma tradução ao português.

Vocabulário: afinal das contas, como aprendo esse treco?! (8 dicas para aprender e reter vocabulário)

Acho que o título já explica o tema do nosso post hoje, não é? O aprendizado de outra língua depende quase que unicamente do nosso aprendizado e principalmente nossa retenção de novas palavras na mesma. Em outras palavras, não importa quão bem uma pessoa domina a gramática da língua se ela não consegue aplicar essa gramática a várias situações (frases, parágrafos, e demais textos).

Gingko Biloba – aparentemente, a planta pode ajudar a retenção da memória. Porém, não creio que existe comprovação científica para sustentar essa afirmação. Certamente uma das minhas 8 dicas não será “tome gingko biloba”!

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Como enriqueço meu conhecimento de hebraico?

Você acha que é fácil enriquecer? Tio Patinhas te diga o contrário! Ele começou com apenas uma moeda de 10 centavos, e se tornou um magnata quaquilhonário às duras penas (literalmente)! Dizem que ele imigrou da Escócia para buscar sua fortuna nos Estados Unidos minando ouro, ralando para encontrar ovos dourados, lutando contra os Irmãos Metralha, viajando o mundo à procura de várias novas riquezas, etc.

TioPatinhas

 

Como Tio Patinhas, é necessário ter certa avareza pelo conhecimento da língua hebraica para se sentir confortável a ponto de poder mergulhar de cara na mesma! Mas quais são algumas dicas para enriquecer nosso conhecimento de hebraico?

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Pratique o Hebraico como um Mestre Violinista

Antes de começar, quero esclarecer algumas coisas:

  1. O post a seguir foi traduzido, com permissão, do Blog Acadêmico do Logos, escrito por Tavis Bohlinger. Esse blog tem em mente acadêmicos e alunos de PhD, então não se espante quando ele diz que gastava 4 horas por dia somente estudando o grego! Mesmo gastando 10 minutos diários, como ele descreve abaixo, você poderá render grandes resultados.
  2. O post a seguir foi escrito com foco no grego, mas podemos aplicá-lo também ao hebraico. Se você tiver alguma pergunta sobre como aproveitar esse método (de prática deliberada) ao hebraico, escreva um comentário abaixo, e discutiremos várias opções de estudo.
  3. Não tem nada a ver com nosso texto aqui, mas já produzi mais um vídeo de aramaico! Fique atento para mais vídeos antes do final do mês.

Segue o post traduzido:

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Não é muito difícil aprender hebraico?

Já me acostumei àquele olhar meio-estupefato, meio-assombrado que recebo quando digo que conheço 7 línguas (3 vivas, 4 mortas – e as mortas nem valem tanto assim!). “O quêêê?? Você deve ser um gênio!” E aí acaba toda a discussão. Não vale dizer que não é tão difícil assim – “Ahn, mas é claro, pra você, inteligente assim, nada é difícil!” – ou que é apenas necessário estar disposto a ser diligente e trabalhar duro – “Aposto que gastaria o dobro – não, o triplo! – de tempo para aprender o mesmo que você!” – ou até mesmo admitir que já esqueci mais do que aprendi – [insira comentário estupefato/assombrado aqui]…

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Gustave Doré La Confusion de Langues (1865)

Mas quer saber o que realmente acontece? Acontece que somos preguiçosos. É mais fácil acreditar que existe um suposto “dom de línguas” (não digo no sentido teológico), uma receita molecular no DNA de todos-a-não-ser-eu – seres humanos superiores a mim – que conseguem aprender as linguagens bíblicas, do que acreditar que, se eu tivesse o interesse ou a necessidade de aprender outra língua, poderia fazê-lo facilmente. Veja, por exemplo, o que diz o poliglota irlandês, no mundo secular, que agora vende seu método de aprendizado pela internet.

Minha esposa nasceu e cresceu na Índia, em Pune, Maharashtra. Ela fala inglês (a língua utilizada em casa e na igreja), marathi (a língua utilizada no dia-a-dia no seu estado), hindi (a língua necessária para ver filmes do Bollywood), e consegue se comunicar em outras duas. E veja só que isso não é fora do comum no seu estado. De fato, em vários lugares na Ásia e África, é infreqüente o cidadão monolinguístico. Além disso, depois de se casar comigo, ela aprendeu o hebraico bíblico (não foi imposição minha! prometo!) e está aprendendo o português – as duas línguas porque ela quis, isto é, teve o interesse de aprender.

Contudo, quando digo que o hebraico não é difícil demais de se aprender, isso não quer dizer que é tudo um mar de rosas e que há um método perfeito para se aprender a língua toda em um mês. O aprendizado de qualquer língua requer imersão e contato constante. Assim, a língua hebraica acaba sendo uma amante ciumenta: ela rejeitará qualquer pessoa que não dedicar o tempo necessário para conhecer seu modo de se expressar (pronúncia e escrita), seus jeitinhos e neuras (gramática), ou que nunca parar para admirá-la como um todo (ex: a tradução de um texto bíblico completo). Então, a língua hebraica é difícil? Sim, mas não tanto quanto pensamos e vale à pena!