Hebraico e Cultura: Línguas semíticas e mentalidade semítica?

Nunca me esquecerei do choque cultural que tive ao ser convidado a um BBQ (“barbecue”, ou churrasco) americano. Já estava morando nos Estados Unidos um bom tempo, e um presbítero da minha igreja me convidou à sua casa para o tal “churrasco”. Ao chegar em sua casa, conversei com algumas pessoas e logo o presbítero, sabendo que eu era brasileiro e que sabemos de churrasco, me chamou para mostrar a carne que ele havia preparado:

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A História do Hebraico Bíblico: podemos confiar na cronologia bíblica?

Existem certas expressões em português que simplesmente não ouvimos mais. Talvez você conheça ou até já usou as seguintes frases, mas sabe que não fazem parte do nosso vocabulário:

  • Aquele homem é um pão!
  • Xispa, fora!
  • Só agora que a ficha caiu!

A experiência de uma ficha não entrar no telefone público é algo que simplesmente não existe mais, e a expressão que depende desse evento também caiu em desuso. Mas não são apenas avanços tecnológicos que mudam nossas expressões. Linguagens são fluidas, sempre mudando a cada geração, de tal maneira que, se conseguíssemos entrar numa máquina do tempo, seria difícil nos acostumarmos ao português quando se usava “Vossa Mercê” em vez de “você”! Linguagens mudam rapidamente.

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Uma ficha de telefone do Estado de Israel no ano 1966. Você consegue decifrar a palavra na frente da ficha (טלפון)? Escreva abaixo nos comentários se você descobriu!

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A História do Hebraico Bíblico: como o hebraico revolucionou a história da escrita

Você já leu Os Lusíadas? Eu mesmo não sei se li toda a epopeia, mas me lembro de ler um pouco da obra quando estava no ensino médio e de me perguntar, “isso é português?!” Veja só duas estrofes da segunda edição do texto de 1572 na foto abaixo:

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Os Lusíadas, primeira edição de 1572, que pode ser acessada aqui.

É claro que grande parte da dificuldade de se compreender o texto é porque ele foi escrito em uma forma poética, seguindo certo esquema de métrica e rima, etc. Contudo, a dificuldade de se compreender esse texto não é somente de gênero literário, mas também linguístico – o português de 1572 não é o mesmo de 2017. A escrita é diferente (por exemplo, não escrevemos “uma” mais como “hũa”), a gramática também foi alterada em certos aspectos, e até certos vocábulos foram adicionados e outros removidos do “banco de dados” do português. E isso em pouco menos de 450 anos de história da língua.

Imagina então a dificuldade de compreender e explicar a história de uma língua que possui, no mínimo, 3000 anos! Pois é isso mesmo que tentarei fazer neste e nos próximos posts sobre a história do hebraico bíblico. Vamos lá?

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