Qual é o nome de Deus? (Parte 2a)

Talvez quando você aprendeu sobre o verbo imperfeito em hebraico, teu professor te disse, “Em geral, traduza o verbo imperfeito como um verbo futuro”. Aliás, muitas gramáticas chamam o imperfeito de “futuro”. Realmente, a grande maioria dos verbos imperfeitos em hebraico são verbos que expressam uma noção de tempo futuro, embora seja possível que expresse também um tempo presente ou passado. No entanto, independentemente do tempo do imperfeito, ele normalmente expressará um aspecto … bom, imperfeito. Isso quer dizer que o verbo imperfeito expressará uma ação que é incompleta. Em português, por exemplo, temos as conjugações “pretérito perfeito” e “pretérito imperfeito”,  não é? Veja só abaixo:

  • Pretérito perfeito: “Naquele dia, fomos à praia pela primeira vez.”
  • Pretérito imperfeito: “Naqueles dias, íamos à praia todos os dias.”

Da mesma forma, o verbo imperfeito em hebraico geralmente expressa uma ação contínua, não uma ação determinada.

O que acontece então, quando nossas bíblias traduzem Êxodo 3.14 das maneiras que vemos abaixo?

‎ וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים אֶל־מֹשֶׁה אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה וַיֹּאמֶר כֹּה תֹאמַר לִבְנֵי יִשְׂרָאֵל אֶהְיֶה שְׁלָחַנִי אֲלֵיכֶם׃

  • E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. (Almeida Revista e Corrigida)
  • Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. (Almeida Revista e Atualizada)
  • Deus disse: Eu Sou Quem Sou. E disse ainda: — Você dirá o seguinte: “Eu Sou me enviou a vocês”. (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

  • Então afirmou Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. E deveis dizer aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros!” (King James Atualizada)
  • Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”. (Nova Versão Internacional)

  • Deus disse então a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE É. E dirás também aos israelitas: “AQUELE QUE É foi quem me enviou a vocês.” (A Bíblia para Todos)

Note que nenhuma das traduções existentes em portugês traduzem o hebraico como “Serei quem Serei”. Por quê?

Exod3.14_CodexLeningradensis
Êxodo 3.14 no Codex Leningradensis

Na verdade, a pergunta acima (de como devemos traduzir o imperfeito em Êx. 3.14) é apenas uma de várias que já foram feitas por muitos estudiosos do hebraico bíblico. Depois de respondê-la (parte 2a, nosso post hoje), trataremos da conexão que existe entre esse texto e o Tetragrama (parte 2b, aqui).

Como Traduzimos אֶהְיֶה?

Boa pergunta! Na verdade, ela é uma pergunta bastante complexa, como insinuamos acima. Começando pela história do texto e de suas traduções, explicarei alguns dos problemas e tentarei explicar porque nossas traduções traduzem o imperfeito da maneira que vimos acima.

A História do Texto e suas Traduções

A cópia mais antiga que temos do texto de Êx. 3.14 vem de um fragmento datado do ano 125 a 100 a.C. As fotos abaixo (baixadas do Leon Levy Dead Sea Scrolls Digital Library) do fragmento mostram que o texto é exatamente o mesmo que o texto massorético que temos no Codex Leningradensis (acima). Para te ajudar, marquei o versículo na terceira foto. Aliás, lembre-se que os manuscritos abaixo foram copiados pelos essenos ou outros escribas que viviam no deserto da Judéia e por isso 1) não contêm vogais, e 2) terão certas consoantes escritas numa forma um pouco diferente (veja por exemplo o mem sofit).

De qualquer forma, o Códice de Leningrado é datado ao ano 1008 d.C. Veja só que legal que os fragmentos de Qumrã acima comprovam a preservação do texto por mais de 1100 anos! Que legal, não é?

Ok… voltemos ao ponto principal. Como os antigos traduziram esse texto? (a lista abaixo não é exaustiva, mas representativa)

  • Septuaginta
    • A Septuaginta (ou LXX) é o nome que damos às várias traduções que foram feitas por judeus do AT começando mais ou menos no século 3 a.C.
    • A tradução da maioria desses manuscritos é ἔγω εἰμί ὁ ὥν – Eu Sou o que É (literalmente, “o que Sendo”). Note que essa é a tradução da versão portuguesa “A Bíblia para Todos” acima.
    • Essa tradução não é bem o que chamaríamos de “literal”, mas ela 1) foi feita por judeus que entendiam o hebraico mais do que nós e 2) tenta explicar, em grego, o significado do nome de Deus. Em outras palavras, os tradutores da LXX quiseram explicar que o texto aqui expressa a noção do ser de Deus. Nesse sentido, nossas traduções fazem bastante sentido!
  • Teodócio e Áquila
    • Teodócio (ca. 200 d.C.) e Áquila (ca. 140 d.C.) são dois tradutores diferentes do AT e que criaram versões gregas diferentes do AT, mas que concordam na sua tradução de Êx. 3.14.
    • A tradução deles é ἔσομαι ὅς ἔσομαι – Serei quem Serei.
    • Essa tradução é bem mais “literal”, ou muito mais aproximada ao hebraico, se bem que ela ainda não faz muito sentido em grego. Áquila era famoso por suas traduções isomórficas (ele tentava traduzir cada palavra hebraica por uma palavra em grego) e Teodócio fez uma revisão de textos que já existiam em grego para aproximá-los mais ao hebraico. Sendo assim, sabemos porque eles traduziram da maneira que traduziram!
  • Vulgata
    • Jerônimo fez essa tradução ao Latim a partir de manuscritos que ele tinha no século 4 d.C.
    • Em Êx. 3.14, o texto diz ego sum qui sum, ou Eu Sou quem Sou.
    • Note que essa tradução parece ser quase exatamente a mesma que utilizamos nos dias de hoje!
  • Targumim
    • Os Targumim são traduções e paráfrases do texto hebraico ao aramaico. Uma paráfrase é uma tradução que amplia ou transforma o original de modo a interpretá-lo na língua alvo (nesse caso, o aramaico). Cada targum foi escrito em uma época um pouco diferente, mas não sabemos muito bem quando. Coloquei as supostas datas abaixo:
    • Targum Onqelos (90-120 d.C.) – O texto aramaico do Targum diz o seguinte:
      ‎ וַאֲמַר יְיָ לְמֹשֶׁה, אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה; וַאֲמַר, כִּדְנָן תֵּימַר לִבְנֵי יִשְׂרָאֵל, אֶהְיֶה, שַׁלְחַנִי לְוָתְכוֹן.
      Você consegue notar algo estranho no texto? Se você já estudou aramaico (ou ao menos se você viu meu último vídeo de aramaico), saberá que o verbo aramaico para “ser” não é היה, mas הוה. Veja então como “Eu sou” não é traduzido ao aramaico, mas transcrito do hebraico!
    • Targum Neofiti (século 1-4 d.C.?) – O interessante nessa tradução é que a segunda vez que o verbo היה aparece, ele é parafraseado como “Aquele que disse e o mundo veio a existir do príncipio; e que o dirá de novo: Sê, e ele será”. Obviamente isso já não é muito útil para entender o hebraico, mas ajuda pelo menos a compreender a interpretação judaica do texto, não? “Ser” aqui está intimamente ligado à criação.
    • Targum Pseudo-Jonatas (século 8-14 d.C.?) – As primeiras duas ocorrências do verbo היה são traduzidas como “Aquele que disse e o mundo era, que disse e tudo era.” A terceira é traduzida como “Eu-sou-quem-eu-sou-e-quem-eu-serei”. Mais pontificações teológicas!

É claro que também vários outros traduziram esse texto, e existe muita discussão além daquilo que vemos acima, mas acho que as traduções que vemos acima são uma boa representação das diferentes alternativas.

Então qual tradução está correta?

Em primeiro lugar, preciso dizer que todas estão corretas em certo sentido. Isso é, cada uma delas cumpre seu fim; até mesmo os Targumim cumprem seu propósito – de ser uma interpretação do AT. Assim, talvez uma pergunta melhor não seja qual tradução está correta, mas como compreendemos o sentido do texto original. Afinal, é por isso que aprendemos o hebraico bíblico, não é? Não queremos depender de traduções!

Para responder isso, precisamos fazer um pouco de exegese. No que segue, explicarei como o verbo היה normalmente funciona no Antigo Testamento e depois mostrarei como deveríamos entender Êx. 3.14 de acordo com seu contexto próximo e seu contexto mais amplo.

O verbo אֶהְיֶה no AT. Eu utilizo Bibleworks 10 para fazer buscas de concordância. Você pode também usar Logos ou Accordance, mas como não conheço esses programas tão bem, não poderei te informar como fazer este tipo de busca nos mesmos. No BibleWorks, escrevo היה@vqi1cs e aperto “enter”. O resultado é como você vê abaixo (clique na foto para ampliar):

O verbo aparece 45 vezes no Qal Imperfeito 1cs, 42 se excluirmos os três usos do verbo em Êx. 3.14. Dessas 42 vezes, podemos traduzi-lo 36 vezes no futuro, 5 vezes no pretérito imperfeito, e 4 vezes no presente (uma dessas vezes o verbo seria também subjuntivo em português). Portanto, embora o uso comum do verbo seja com uma noção futura, não parece haver qualquer coisa que impeça que o traduzamos com uma noção do passado ou presente. Na verdade, devido à singularidade do momento em Êx. 3.14, eu diria que é mais provável que devamos traduzi-lo de outra forma.

Mas Danillo, como assim, “singularidade”? O que há de especial aqui? Bom, se falarmos em termos linguísticos, o que Deus faz nas duas últimas instâncias do verbo אֶהְיֶה em Êx. 3.14 é simplesmente incongruente. O verbo “ser” não é um verbo intransitivo [é claro que no ramo da filosofia utilizamos “ser” intransitivamente, mas isso é o que chamamos “jargão” – um uso específico do verbo que, nesse caso, contraria seu uso comum].

Permita-me explicar com o seguinte cenário imaginário. Imagine se andássemos na rua e, do nada, eu virasse a você e dissesse:
— Eu dependo.
— Você depende de quê, Danillo?
— Como assim? Já te disse, eu dependo!
Creio que você ou 1) me ignoraria, 2) fugiria de mim ou 3) me botaria num manicômio. A razão por isso é que “depender”, assim como “ser”, é um verbo transitivo, isso é, um verbo que precisa de um complemento, um objeto. De fato, das 42 vezes que אֶהְיֶה é utilizado no resto do AT, ele é sempre transitivo!

Essa singularidade do verbo e seu uso aqui realmente aponta para o fato de que Deus responde aqui com uma não-resposta, um uso do verbo que não faz sentido, que não cabe nas categorias normais da compreensão humana. Moisés pede um nome, isso é, uma forma de conhecer alguém, um resumo da pessoa de Deus; mas recebe um enigma que não pode ou deve ser desvendado. Afinal, como resumir a essência de Deus?

Considerações Contextuais. Até agora, apenas olhamos para a forma da palavra אֶהְיֶה, mas precisamos também interpretá-la no seu contexto. Não posso gastar muito mais tempo nesse assunto, mas quero ressaltar algumas coisas do contexto próximo e o contexto mais amplo do nosso texto.

Contexto próximo. Devo notar primeiro que o verbo אֶהְיֶה, nessa forma, não aparece muitas vezes no AT. Sendo assim, é importante quando o verbo aparece em Êx. 3.12, apenas 2 versículos antes do nosso texto, quando Deus diz a Moisés כִּי־אֶהְיֶה עִמָּךְ (pois serei contigo), é muito possível que apenas o uso do verbo אֶהְיֶה remeteria o leitor (ou ouvinte) a uma promessa previamente dada somente a Isaque (Gn. 26.3) e a Jacó (Gn. 31.3), de que a presença de Deus continuaria com seu povo. Ou seja, ao mesmo tempo que Deus responde com uma combinação verbal enigmática, ele dá a entender também que ele é o Deus que sempre estará com seu povo.

Esse ponto pode parecer um pulo lógico, mas interessa também notar que as primeiras nove vezes que o verbo אֶהְיֶה aparece no AT são todas ocorrências de uma forma dessa promessa, feita com a combinação do verbo אֶהְיֶה e a preposição עִם a Isaque, Jacó, Moisés e Arão, Josué e Gideão (Gn. 26.3, 31.3; Êx. 3.12, 4.12, 15; Dt. 31.23; Js. 1.5, 3.7; Jz. 6.16). Depois dessas 9 vezes, o verbo אֶהְיֶה não será mais utilizado com a preposição עִם em todo o AT!

Contexto amplo. Vou resumir dois textos pertinentes aqui para mostrar que Deus intencionalmente evitava ser categorizado por um nome no AT. O primeiro texto é em Gn. 32.30 (v. 29 em nossas Bíblias em port), no qual Jacó luta com um homem durante toda a noite, mas pede seu nome ao romper a manhã. A resposta do homem é “Por que perguntas pelo meu nome?”.

Semelhantemente, em Jz. 13.6, um homem aparece à mãe de Sansão, e ela diz, “não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome”. Seu esposo, em Jz. 13.17, decide perguntar o nome do homem, ao qual ele responde, “Por que perguntas assim pelo meu nome, que é maravilhoso?” (Jz. 13.18). Aliás, a palavra que aqui traduzimos como “maravilhoso” (פֶּלִאי) não é “maravilhoso” no sentido de “legal” ou “bacana”, mas no sentido de “incompreensível”. O único outro lugar que ela aparece no AT é em Salmo 139.6, que diz “Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir” (ARA).

O que pretendo mostrar com esses dois textos é que Deus frequentemente responde a pergunta de qual é seu nome com outra pergunta. Ele dá nomes aos seus servos, mas o seu nome, sua essência, não é revelada abertamente; apenas por enigmas.

Conclusão: Qual é o Nome de Deus?

À primeira vista, parece que a frase אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה é um enigma indecifrável, que diz a quem pergunta “Quem és?” um simples, mas obscuro, “Sou quem Sou”. O verbo aqui é utilizado de forma única em todo o AT, traduzido de forma anormal, tudo apontando para a transcendência de Deus. Ao mesmo tempo, o fato de Deus não revelar um substantivo como seu nome em textos nos quais os homens pedem um nome mostra ainda mais que Deus é aquele que nunca será compreendido pela mente humana. Aquele cujo nome é maravilhoso demais para nossas mentes mortais.

Contudo, como mostra o contexto mais próximo, ele é o Deus que “é com” seu povo. Ao mesmo tempo em que ele é transcendente, ele é imanente, presente, com aqueles que o buscam em espírito e em verdade. Não é por acaso que, logo após dizer “EU SOU O QUE SOU” (ARA), diz também, “Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros” e “Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração”.

Nosso Deus é um Deus que sempre escapará dos nossos esforços de categorizá-lo, mas que não medirá esforços para estar presente com seu povo.


Este post é o segundo numa série sobre o nome de Deus. Clique abaixo para ver os demais na mesma série:

  • Qual é o Nome de Deus? (parte 1) – nesse post tento explicar o que é e o que significa o Tetragrama.
  • Qual é o Nome de Deus? (parte 2b) – nesse post exploro a interação da expressão de Êxodo 3.14 com o Tetragrama (que aparece em Êxodo 3.15).
  • [em breve!] Qual é o Nome de Deus? (parte 3) – nesse post damos uma olhada na auto-proclamação do nome de Deus a Moisés em Êxodo 34.6-7.

7 comentários sobre “Qual é o nome de Deus? (Parte 2a)

  1. Pingback: Qual é o nome de Deus? (Parte 1) – Isso é Hebraico!

  2. Pingback: Qual é o nome de Deus? (Parte 2b) – Isso é Hebraico!

  3. Guilherme Zimbrão Paim

    Danillo, primeiro agradeço por compartilhar muitos estudos preciosos. Segundo, digo que concordo com sua análise e acho bem plausível a explicação da resposta de Deus a Moisés como um “enigma indecifrável”. Em terceiro lugar, gostaria de saber a sua opinião sobre a relação do nome de Deus como um “enigma” com informações culturais da época. Existe uma informação do contexto cultural da época que afirma que um pedido para conhecer o nome de Deus era o mesmo que pedir para reconhecer o seu caráter. Você chega a mencionar algo próximo a isso no texto acima. Existe tmabém uma informação que pode ser encontrada, por exemplo, no Comentário Histórico Cultural da Bíblia, onde John H. Walton explica que “conhecer o nome de alguém significava conhecer a sua natureza e obter, potencialmente, o poder de dominá-lo. Como resultado, os nomes dos deuses, às vezes, eram cuidadosamente omitidos. Por exemplo, no Egito, o deus-Sol, Rá, tinha um nome secreto, oculto, conhecido apenas por sua filha, Ísis” (2018, p.99). A segunda parte desta informação sobre os nomes dos deuses “serem omitidos” é, de certa forma, nova pra mim. Será que essa informação pode colaborar neste estudo? Você acha que seria correto afirmar que ao “omitir”, de certa forma, o Seu nome, e ao se revelar com a expressão “Eu sou o que Sou” (enigma), Deus está deixando claro não apenas que não podemos categorizá-lo ou compreendê-lo, mas também que não podemos dominá-lo, como afirma Walton? Isso ajudaria na comprensão de Moisés sobre a pessoa de Deus, visto que ele fora criado na cultura egípcia (At 7.22)? Ao obter essa informação eu acabei por pensar nestes termos. Seria viável fazer relação do texto de Êxodo 3 com as informações culturais? Desde já agradeço.

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    1. Oi Guilherme,

      Obrigado! Creio que é bem possível que houvesse algum elemento cultural de omitir os nomes dos deuses. Confesso ainda não ter lido o livro de Walton, mas até agora, as únicas referências ao nome de um deus omitido ou algo assim que eu havia lido tinha a ver com a seita de Hermes Trimegistus, que só veio a existir nos meados do século 1, se não me engano. É uma boa pergunta, e vale a pena pesquisar um pouco mais sobre isso. Ressalvo apenas que precisamos tomar cuidado de não dar evidências históricas mais peso no argumento do que a Bíblia. Na minha opinião, o Walton frequentemente faz isso.

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      1. Guilherme Zimbrão Paim

        Obrigado pela resposta! Percebi a tendência do Walton em dar maior peso às evidências históricas, certamente precisamos cuidar para não fazer o mesmo. Vou pesquisar mais a respeito! Abraço!

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  4. Kercíton Oliveira

    parabéns pelo artigo ótimas informações a questão do eu serei o que serei não poderia estar relacionado O que foi escrito em êxodo Capítulo 33 quando diz no plural que Moisés falava com Deus faces a faces ? Isso com nota a variedade de nomes que Davi deu a Deus no sentido de quando ele estava em guerra e clamava ao Senhor Deus dizia eu serei e o Deus da Guerra se ele estava sem paz Deus diria eu serei o Deus da paz ou seja Deus quis passar para Moisés que ele seria aquilo que Moisés e o povo de Israel necessitava no momento

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